Grandes Nomes da Fotografia - Robert Capa

7.7.18


Em 1934, um jovem de ascendência judaica e húngaro de Budapeste, Endre Ernő Friedmann, cria junto de sua namorada - a também fotógrafa e jornalista Gerda Taro, em 1934 - a personalidade Robert Capa. Neste período, registros dão conta que o fotógrafo já havia capturado imagens do revolucionário russo Leon Trótski, durante um congresso em Copenhague, na Dinamarca.

Capa esteve presente cobrindo alguns dos maiores conflitos armados da história, todos ocorridos na primeira metade do século XX. Trata-se com certeza, de um dos mais emblemáticos fotógrafos de guerra de todos os tempos.

Guerra Civil Espanhola, a Segunda Guerra Sino-Japonesa, a Segunda Guerra Mundial na Europa (Londres, Itália, a Batalha da Normandia em Omaha Beach, e a libertação de Paris), no Norte da África, além da Guerra Árabe-Israelense de 1948 e a Primeira Guerra da Indochina são os conflitos que teve momentos capturados pelo lendário fotógrafo.

As dores de conflitos armados, parecem acompanhar a história de Capa em um amplo sentido, tanto que em 1934, Gerda, sua namorada, morre atropelada acidentalmente por um tanque de guerra, quando cobriam a Guerra Civil Espanhola.

Em setembro de 1936, tira a foto que viria a ser o marco para sua notoriedade, cujo título é “Morte de um Miliciano” ou “O Soldado Caído”. Esta fotografia seria publicada um ano mais tarde, na Time, famosa revista americana, e mostrava um soldado atingido por uma rajada de metralhadora durante a mesma Guerra Civil Espanhola.


Continuando com sua participação em conflitos pelo mundo, em 1938 vai à China registrar o conflito sino-japonês. Retorna à França em 1940, dominada pelos nazistas. Muda-se no mesmo ano para os EUA e começa a trabalhar para a Life.

Em 1944 participa do desembarque na Normandia, o Dia D. Ao fim da segunda grande guerra, junto com outros três mestres da fotografia, David Seymour, Henri Cartier-Bresson e George Rodger, fundam a mítica Agência Magnum.

Robert Capa fotografado por Ernst Hass, outro mestre da fotografia.
Capa morreu na Guerra da Indochina, em 25 de maio de 1954, ao pisar numa mina terrestre.

Nem mesmo a explosão que tirou sua vida o fez separar-se de sua câmera fotográfica, que ficou entre suas mãos.

O legado deste grande fotógrafo é imenso e num mundo onde as relações humanas ainda não avançaram moralmente no mesmo nível do avanço tecnológico, reflexões surgem inevitavelmente.

Dúvidas podem aparecer, por exemplo, sobre qual carga positiva existiria, em registros fotográficos feitos em meio a tanto sofrimento?

Talvez uma resposta possa ser a de que são justamente estas imagens, feitas com esmero e coragem através dos tempos, que nos darão condições mais sensitivas e apropriadas para que continuemos a travar a maior de todas as batalhas; aquela contra nosso próprio ego.


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