Depressão - uma nova visão - Parte I

6.6.18


Faz tempo que penso em desenvolver algum texto sobre depressão. Uma palavra que por si só gera desconforto nas pessoas, pois traz muitos rótulos desprovidos de racionalidade.

Esta falta da razão, gera o mal-estar e por ser amplamente mal compreendida, acaba sendo alimentada pela ignorância do preconceituoso senso comum.

Muito além de uma palavra, é urgente a necessidade de compreendermos de uma vez por todas, tratar-se de uma doença que atinge milhões de pessoas ao redor do mundo e cresce num ritmo muito grande. Uma em cada cinco pessoas no mundo em algum momento da vida já teve um quadro depressivo pelo menos.

A incompreensão parte daqueles que acreditam estarem imunes a qualquer possibilidade de manifestação de algo tão perturbador. Ainda mais quando estamos inseridos em uma sociedade materialista e que cobra dos atores humanos, sorrisos 24 horas por dia.

A depressão não é escolha de quem a tem. Ela não é um instrumento de fuga para pessoas taxadas de incapacitadas, segundo pontos de vista imperfeitos e tão ou mais depressivos, disfarçando vitalidade para serem aceitos no mundo da fantasia.

É importante, mesmo num texto mais reflexivo como este, apontar algo técnico quando falamos em depressão. Então vamos lá:

"A depressão é uma doença. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos."

Isto citado é uma gota d´água em um oceano de complexidade.

Por isso mesmo, fazer o medíocre papel de abraçar o senso comum, tornando-se igual aos que tiram onda de fortões em detrimento de quem sofre de algo tão sério e doloroso é uma imbecilidade. Não há outra palavra.

O que por muito tempo era visto como causas da depressão, citando por exemplo os fatores psicológicos e sociais, são na verdade consequências.

O absurdo estresse a que somos submetidos todos os dias é a faísca que faltava para acender o que já estava instalado em pessoas com predisposição para depressão em seu organismo, entendeu? 

Bom, aqui é uma primeira parte do texto.

A parte II vai falar um pouco mais sobre como é possível aproveitar a depressão para enriquecer as experiências de vida. Isso mesmo que você leu, pois é uma condição ótima para isso. Vou mostrar como.

Você poderá gostar também

0 comentários

Apoie o blog Unalome

O blog Unalome Fotografia e Evolução é um projeto independente, que busca trazer muito mais do que conteúdo de qualidade e original para seus visitantes, mas um olhar sereno e sério sobre novas formas de interação. Para isso, conta com uma estrutura mantenedora de cada ação presente em suas páginas, que vão da hospedagem até a criação de conteúdo, inclusive da comunicação visual. Se quiser contribuir financeiramente, doe qualquer valor. Ajude a manter o projeto ativo. Obrigado!

Unalome no Google Plus