Muita informação também desinforma

8.11.17


Sabe aquela notícia bombástica, por vezes trágica, e que traria sérias consequências para a sociedade e que acabou de ser "vazada" pela mídia?

Pois então...

Não era para ser chamada nem de notícia. Trágica se tornou depois de edições nas ilhas interesseiras, tudo para que houvesse consequências sérias para aquela parte da sociedade que deixou na mão dos outros a tarefa de pensar no que é melhor para suas vidas.

Este texto é um exercício de reflexão, para um fato verificado em nossa sociedade; que diz viver a era da informação.

Corremos afoitos pelo próximo selfies, pelo próximo “furo” em desastre natural (que depois verifica-se que de natural, nada tinha), pelo próximo boletim do tempo, cada vez mais refinado, trazendo gráficos de todo tipo para que você continue reclamando, faça chuva ou sol.

Creio que lá atrás, não haviam dúvidas com relação ao progresso tecnológico a tornar a vida cada vez mais dinâmica, mas não sei até qual ponto analisaram, que junto viria uma grande lista de souvenirs, sendo a maioria com a tarefa apenas de distrair.

Seria o famigerado pão e circo? Possivelmente; mas agora são banquetes multicoloridos e seus apetrechos cibernéticos.

Estes souvenirs ganharam projeção de algo relevante, produzidos em estúdios gigantes.
Contam com uma enorme linha editorial, criada profissionalmente ou se preferir, mercadologicamente. Estão dispostos em configurações responsivas, ao ajuste de todo tipo de tela.

Uma força nada inocente produz o espetáculo circense.

Astutos, são capazes de fazer as pessoas acreditarem ser inteligente segui-los loucamente.
Montam e desmontam histórias ao bel prazer dos seus interesses.

Quais interesses? Os mais diversos, sendo a maior parte típicos da inferioridade terrestre.
Há muita coisa boa sem dúvida. Mas até isso serve para dar um ar de credibilidade ilusória, uma vez que o estrago já foi feito.

Mas há solução. E ela está em nós.

Não cabe mais em tempos de internet, você deixar que apenas um núcleo de comunicação dite opiniões. Faça sua pesquisa e exercite sua liberdade.

É bom chegar até aqui neste pequeno devaneio. Sinaliza que consegui livrar-me de alguns sintomas deste universo fictício. Seja o da TV, dos impressos em desuso ou o da própria rede mundial de computadores.

A linha do tempo que importa é a da vida.

Descurtidas em série, bloqueios e ocultação do que não merece atenção.

Menos compartilhamentos infrutíferos e mais aprendizagem.

Mais amor e também interpretação de textos, como diria o colunista.

Mais educação.


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