Histeria dos corações vazios

3.11.17



O mundo não é um simples local de passeio para selfies em dia de luto.

Tempos estranhos onde a tecnologia embrenha-se no cotidiano das pessoas, servindo de fio condutor a imprimir pensamentos diversos nas frias telas digitais. Poucos percebem que por detrás deste quadro, encontra-se uma armadilha para invigilantes viajantes em um mundo necessitado de amor. O estranho aqui citado vem da incapacidade destes aventureiros em aceitarem-se como sendo em muitos casos, os mais necessitados.

O resultado tem tudo para acabar em disseminação de ódio e rancor a se alastrar como uma onda de choque, transformando aqueles que estão ligados na mesma vibração em simples farrapos da irresponsabilidade, a engrossar gritos desesperados, paralisantes e amedrontados ante os avanços daqueles que segundo acreditam, são os dessintonizados.

"O que você faz fala tão alto, que não consigo ouvir o que você está dizendo."

Ralph Waldo Emerson

Quanto mais o progresso íntimo segue abraçando quem preparado está, mais alvoroço presenciaremos no meio daqueles apegados ao passado divisor e mesquinho, vestindo camiseta verde-amarela estilo CBF. Este pretérito conservador - hábil criador de ilusões - não aceita ser esquecido em uma nota de rodapé da história e por isso faz barulho numa tentativa insensata de se manter presente.

Preencher o coração com amor, cria uma condição propícia para não entrar na onda histérica, produzida por interesses em manter tudo como está. O jogo dos corações vazios é fazer justamente parecer o contrário. Desejam mostrar seus fanáticos, como sendo os exemplos a serem seguidos nos rumos da doente sociedade. Um falso chamado que encontra espaço em quem se julga mais trabalhador, mas se esquece de aparar suas próprias arestas.

A histeria pode encontrar abrigo em todos os lados. O egoísmo transforma uma manifestação "de todos" em desavergonhados selfies para compartilhar com amigos da sua conveniência, prontos a arregimentar mais gritos ocos da insensibilidade.

Cabe a cada um de nós preencher os espaços com paz e a sabedoria de ouvir o que ainda não nos foi dito, mas que sentimos como urgente combater, preparando terreno para as profundas e inevitáveis mudanças para um mundo mais avançado em todos os sentidos.

Deixo a avenida quando esta não me preenche. Panelas bateram e agora que deveriam multiplicar espaços, voltaram para as mãos das empregadas. Provavelmente irão esperar a próxima onda histérica.

Mais história do Brasil e menos egoísmo

Um país verdadeiramente de todos, passa necessariamente pela destruição dos planos criados por uma plutocracia apenas voltada para manutenção dos seus interesses mesquinhos. Utilizam-se da alienação de grande parcela da população, pois encontram nestes, a despreocupação com tudo aquilo que foge de suas órbitas umbilicais.


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