Peixinhos do WhatsApp

6.10.17


No embalo dos dias, passamos por tantos semelhantes, sem darmos conta da riqueza existente em cada um dos seus íntimos infinitos.

Não há como fazer, não de uma forma mais satisfatória é bem verdade. São tantos infinitos e mal damos conta do nosso, não é mesmo?

Mas os anos avançam e a necessidade do progresso vai tocando a consciência de todos.

Acredite, é assim. Se ainda não é vai ser.

E vai ficando cada vez mais urgente sair da zona de conforto. Aquela estabelecida por um sistema hábil em destruir os sonhos que tínhamos quando criança.

Os sorrisos dão lugar para testas enrugadas não pelo tempo, mas pela tensão que nós próprios criamos, aos estabelecermos como correto aquilo que o mundo queria.

A fisionomia fechada carrega o peso da insensibilidade, dos abraços não oferecidos, dos apertos de mão amarrados, dos olhares que deveriam ser nos olhos, mas que foram desviados pelo temor de reconhecerem a essência da vida nas coisas mais simples.

E assim corre o tempo.

Aprendemos que família é pai, mãe, irmãos - de sangue - e parou aí.

Ninguém ensinou que ela é muito maior. A definição correta é família espiritual.

Há aqueles círculos sociais criados para não enlouquecermos.

Mas muitos destes também são apenas mesmíssimas zonas de conforto disfarçadas de liberdade.

Uma prática deste estágio evolutivo, é ouvirmos chamadas de atenção para não nos machucarmos. 

Mas quando é este próprio cuidado a causa da dor? Pois ela prende e adia, protela.

Nossa natureza não é essa.

Nossa existência não pode ficar nessa de olhar apenas para rotas próximas ou conhecidas.

Precisamos observar mais.

Escutar mais.

E agir mais.

Se queremos realmente encurtar as distâncias do mundo, saibamos que existem universos inteiros, distantes apenas alguns passos uns dos outros.

Além do WhatsApp ok?

Precisamos sair do aquário para nos tornarmos peixes do mar infinito.


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