O poderoso exercício da cognitividade

12.10.17


Se o silêncio é também uma mensagem, deve ser porque existe algo mensurável neste espaço capaz de se fazer perceber. O avançado aprendizado pela percepção.

Nascemos e no decorrer dos anos nossas mentes inquietas buscam orientação. O bebê busca o olhar de sua mãe, fazendo dele sua estrela guia em um mundo bagunçado de imagens distorcidas, cheiros e um enorme barulho. Quando na escola, aquela matéria da qual mais gostamos traz o fascínio da inocente tranquilidade, imersa na irresponsabilidade infantil. Na adolescência o diário abriga rabiscos que gritam buscando um norte, tentando organizar o que virá a ser o começo dos desconexos e aguçados desejos de uma vida inteira e assim sucessivamente. Esta busca vai seguindo e a vida imperiosa clama por avanços.

Quantas profissões cogitamos seguir e quantas vezes fizemos uma imagem de nossa presença em cada uma delas, para só então chegarmos à conclusão e decidirmos finalmente pelo posto no qual nos encontramos hoje? Será que isso tudo resume-se em apenas confusões típicas da jovialidade ao deparar-se com o caleidoscópio humano, ou fazem parte de uma gama de exercícios mais profundos, vindos de uma perfeita inteligência que não percebemos? Pode muito bem ser apenas confusões. Inclusive a possibilidade mais lógica tenta sussurrar de que seja tão somente isso. Confusões conscientes e inconscientes do ser humano. Isto caso queiramos aceitar passivamente e acomodadamente o passo-a-passo goela abaixo. Seria aqui um ponto final.

Entretanto, ao invés de sucumbirmos ao evasivo diagnóstico, será que não podemos ser mais cuidadosos, leves e observadores? A vida quer provas de que atingimos maturidade suficiente para podermos sentir o que há por trás da roupagem metódica, que vai moldando o socialmente visível. Quer que percebamos que há mais do que nos é exposto. Um exercício de fé? Talvez, mas isto resumiria o que não tem dimensão. Cada um traz consigo experiências diversas e formas diferentes de identificação do espaço e de como ele relaciona-se com seus pontos de vista. Um em ritmo diferente do outro, enriquecendo os estudos e não o contrário.

Cognição em tempos de cólera perde-se na ignorância do significado da palavra progresso. O excesso de efemeridade nas coisas também não dá brechas para observações mais brandas e saudáveis, com resultados mais prolongados. Tudo é rapidez em uma insana busca pela perfeição, mesmo quando não sabemos compreender o que isto significa realmente. Ler dez livros ou apenas um no intervalo de um ano não necessariamente demonstra capacidade. Se este um foi capaz de auxiliá-lo a ser uma pessoa melhor é bem possível que compreendeu bem o roteiro de sua viagem e aí sim, pronto estará para mais um. Não há regra e sim evolução.

A capacidade de percepção difere para cada indivíduo. Interpretar os momentos vivenciados e dialogar com todos os elementos envolvidos requer consciência de que a vida é muito mais do que podemos conceber. O mesmo assunto comporta infinitas formas de abordagem. Tudo isto pode, sem jamais servir de desculpa para práticas inferiores de preconceito, sejam quais forem. Ao praticar cognitividade, devemos ser sempre alunos com páginas em branco, prontas para novos estudos. Teremos todos, chances de expressar-nos. Façamos isso somando forças. Remando para o mesmo sentido. Sem perder a individualidade.

O respeito pelo momento e tempo de cada um. Talvez aí esteja uma possibilidade pouco explorada para avanços de maior envergadura, num mundo em que poucos observam mais cuidadosamente o seu silêncio entre tanta agitação.

Pratique cognitividade vibrando positivamente

A cada pensamento emitimos uma vibração. Ela pode ser de qualidade superior ou inferior, dependendo apenas de cada um de nós, ou seja, dos nossos desejos. O universo vai fazer a recepção e nos retornará a mesma energia. Pois fazemos parte desta engrenagem.


Luiz Alberto Portes
Unalome Fotografia e Evolução

Você poderá gostar também

0 comentários

Comunidade no Facebook

Unalome no Google Plus