Não vi nenhum arco-íris lá na frente, eu senti as cores aqui dentro

2.9.17


Acreditar na transformação do ser humano para algo sempre melhor é premissa para quem sentiu a amargura da vitória e a doçura da derrota.

Quantas vitórias e derrotas acreditamos termos obtidos em nossas vidas? E quantas vitórias mais planejamos obter? Todas as possíveis talvez seja a resposta mais repetida. Mas será que temos condições de dimensionar o que é uma vitória ou uma derrota?

Já foi batida esta tecla. Tem um “quê” no meio disso tudo. Pode ser medo de não ser aceito. Pode ser egoísmo, já que vitórias dessas contumazes, parecem ter o poder de entorpecer e ancorar pedestais no reino da ilusão.

São dias de vitórias estranhas, onde os vencidos transmitem mais amadurecimento e profundidade dos que os vencedores. De maneira alguma isto é generalizado, mas os contornos são percebíveis.
Por parte de quem há está percepção? Dos derrotados?

Talvez. De forma alguma necessariamente. E se for assim, quais traços caracterizariam então os possíveis infelizes e ignorados pela sociedade e seu modelo "vencedor"?

Modelo que julga de acordo com métricas traçadas na frieza da consanguinidade, e que felicita os vencedores no transmitir de números favoráveis, expostos em estatísticas viciadas. Vós sois os "donos do mundo".

E mesmo sendo inversamente proporcional. Detalhe.

Será só uma impressão neurótica esta de que cortam as asas da maioria dos anjos em potencial?

Não pode ser. Esta inversão nos valores não é mero sintoma lunático. Efeito colateral de medicamentos, ingeridos para controle destas doenças produzidas em série.

Vem antes destas. E agora fica mais claro. Atrás desta cortina de fumaça, a verdadeira miséria humana.

A de acreditar que tudo acaba. Que não há amanhã e que não há reparação.

Deste mal não adoeço.

Mesmo não enxergando arco-íris neste céu cinzento, eu sinto todas as cores imagináveis e inimagináveis aqui dentro.

Um passinho a mais que desejo a todos.


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