Grandes Nomes da Fotografia - Henri Cartier-Bresson

4.6.17


Um dos nomes mais lembrados quando o assunto é grandes mestres da fotografia. Nascido em 1908, filho de pais de classe média francesa, ganhou de presente uma câmera fotográfica Box Brownie, fato que fez despertar sua sintonia com o mundo das imagens desde muito cedo.

Foi para Paris estudar Artes. Viajou para lugares inóspitos como caçador na África, retornando após ter contraído uma doença tropical. Neste retorno a França, numa viagem a Marselha, sua paixão pela fotografia foi totalmente revelada ao se inspirar numa publicação da revista Photographies (1931); mais especificamente uma foto de autoria do fotojornalista Húngaro Martin Munkacsi, que retratava três meninos negros correndo nus em direção ao mar.

Três rapazes no lago Tanganica 1930 © Martin Munkacsi
Quando a 2ª Guerra Mundial foi deflagrada, Bresson serviu ao exército francês como fotojornalista. Foi capturado pelos alemães, ficando em um campo de prisioneiros de guerra. Conseguiu escapar, juntando-se à Resistência Francesa.

Após a guerra, fundou a agência Magnum, junto de outros nomes de peso da fotografia mundial. Começa então uma nova fase do seu trabalho, junto do equipamento que se tornaria parte indissociável da lenda Cartier-Bresson; uma máquina Leica com lente de 50mm. Com ela, registrava pessoas em momentos variados sem ser percebido. O pequeno tamanho do equipamento auxiliava para isto acontecer.

Revistas famosas pelo mundo, dentre as quais Life, Vogue e Harper’s Bazaar o contratavam para registrar imagens únicas. Seu ponto-de-vista era conhecido ao redor do globo.

Cartier-Bresson, foi o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a registrar a vida na União Soviética de maneira livre. Fotografou os últimos dias de Gandhi e os eunucos imperiais chineses, logo após a Revolução Cultural.

O legado de Cartier-Bresson para a fotografia é grandioso. Hoje em cursos de fotografia, Bresson é assunto certo em etapas iniciais, quando os alunos estão ávidos por mergulhar no universo fotográfico.


Além disso tudo, a sensibilidade do profissional, comprova-se também na precisão das suas narrativas. Formam um conjunto de reflexão profunda para os amantes da arte, em tempos de cada vez mais sofisticados recursos tecnológicos.

“A câmera é meu caderno de desenho, um instrumento da intuição e da espontaneidade, o mestre do instante que, em termos visuais, perguntas e decisões são ao mesmo tempo. "Servir" o mundo deve sentir-se envolvido no que se enquadra através do visor. Esta atitude requer concentração, sensibilidade, uma sensação de geometria. É uma economia de meios e, sobretudo, esquecendo-se que se chega a simplicidade de expressão.
A fotografia é para prender a respiração quando todas as faculdades convergem para captar a realidade fugaz; que é quando a apreensão de uma imagem é uma grande alegria física e intelectual.
Fotografar: é ao mesmo tempo e em uma fração de segundo para reconhecer um fato e a organização rigorosa das formas visualmente perceptíveis que expressam significado. É colocar na mesma linha de visão da cabeça, o olho e o coração. É um modo de vida."

Henri Cartier-Bresson 1972 © Martine Franck / Magnum Photos / Cortesia Fondation HCB

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