A travessia mais rudimentar pode ser a mais evolutiva

14.12.16


Quando se tem como natural e únicas as escolhas que buscam permear-se pelo testado, comprovado e dito desenvolvido externamente, existe a possibilidade de estarmos perdendo oportunidades únicas de avanços, ao desprezarmos travessias necessitadas em suas estruturas morais mais íntimas.

Tempos de cada vez mais rápidas transformações no modo de vida das pessoas em todo o mundo. Lógico que isso não pode ser generalizado, uma vez que neste planeta conseguimos traçar brutais fronteiras por entre trópicos e meridianos, construindo abissais vales ocultos aos olhares dos "escolhidos" que ficam a vociferar de barriga cheia atrás de uma internet.

Existem batalhas diárias travadas por semelhantes que não estão preocupados com compartilhamentos - em grande parte inúteis pelo www. Estes não se comparam a ninguém. Querem apenas serem visualizados com o coração de quem esteja apto a isso, além de poderem viver sem precisar implorar por isto.

O mérito pelo avanço do ser, não pode ser medido por quem não sabe reconhecer as imperfeições do meio, neste atual estágio do qual estamos atravessando. E ainda bem que não é assim.

As conquistas verdadeiras são íntimas e não fazem barulho.

Quem vence desta forma está sempre planejando o próximo passo, com o desejo de incluir um maior número de pessoas e se posiciona de forma sempre alinhada com preceitos de bondade e amor. Estas mentes combatem a corrente incoerente das ditas sociedades conservadoras.

Conservadorismo maquiado com uma irresponsável modernidade, que de tão frágil, esfacela-se moralmente a cada novo avanço social verdadeiramente coletivo, em todos os cantos do globo. É lamentável e desafiante verificar o mundo de fantasias ideal para alguns pensantes, construindo pontes para passagem de poucos e não de todos.

O olho no olho, o abraço sincero, o beijo sem pudor, o simples aperto de mão combinados com cada vez mais ações de aglutinação humana, pode quem sabe fazer-nos desfrutar dentro em breve, de gerações mais acolhedoras a surgirem em núcleos duros e egoístas deste claudicante planeta.

O rudimentar não necessariamente precisa ser um bate-estaca, mas sim, a simplicidade dos gestos a demonstrar firmeza na verdadeira revolução que é moral. Esta sim sempre pronta para abrir os braços a todos.

Não haverá lados e apenas uma única frente de amor, para novas travessias rumo ao infinito.

Paz.


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